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Marimbondos na lavoura

Escrito por José Valmei Bueno | Publicado: Quarta, 05 de Agosto de 2020, 08h23 | Última atualização em Terça, 22 de Setembro de 2020, 08h03
Pesquisadores do campus apresentam resultado da pesquisa em Jornada Científica.
Pesquisadores do campus apresentam resultado da pesquisa em Jornada Científica.

Pesquisadores do campus provam importância dos marimbondos para os cafezais

Que os marimbondos são controladores da principal praga nas lavouras de café, o “Bicho Mineiro”, todos já sabiam. O que poderia ser uma ligação natural de causa e efeito foi evidenciado e provado pela investigação de um aluno e dois professores do IFSULDEMINAS - Campus Inconfidentes.

Os pesquisadores provaram que quanto mais o habitat natural dos marimbondos é preservado, menos o “Bicho Mineiro” se espalha pela plantação. “O cafezal que tem mais mata ao redor, que tem bananeira, que tem um ambiente mais diversificado na área de cultivo, cria condições dos marimbondos fazerem os ninhos. Isso contribui para o controle de praga”, explicou um dos coordenadores da pesquisa, professor Marcos Magalhães, destacando as lavouras de café, onde se criam condições desses insetos se reproduzirem, com menos incidência de pragas do que as plantações livres dos marimbondos.  

Para realizar a pesquisa,  foram escolhidas duas plantações de café. Uma no município de Inconfidentes, onde há fragmento maior de mata associada ao cafezal, e outra no município de Ouro Fino, com área menor de mata próxima à lavoura. A pesquisa consistiu em procurar as colônias de vespas sociais pelo cafezal e correlacionar a abundância e riqueza de espécies com o tamanho da mata próximo ao cafezal. Na lavoura com mais mata ao redor e onde se verificou mais ninhos de marimbondo, houve menos indicência de praga. “É necessário que o produtor, durante a colheita do café, não coloque fogo ou destrua os ninhos dessas vespas, pois esses insetos são aliados  do produtor”, completou Magalhães, enfatizando a necessidade dos agricultores manterem o habitat dos marimbondos como elemento positivo à lavoura.

De acordo com Marcos Magalhães, esse tipo de trabalho aproxima as pesquisas desenvolvidas no campus à extensão. “O trabalho do aluno e do professor atende os produtores rurais, que carecem de assistência técnica”, disse o coordenador do trabalho.

A investigação foi publicada em uma revista científica e é resultado do trabalho de Conclusão de Curso do aluno de Licenciatura em Biologia do Campus Inconfidentes,  Lucas Rocha Milani. Além do professor Marcos Magalhães, o trabalho teve a orientação do professor Evando Coelho. O estudo também contou com a parceria com o Instituto Federal de Minas Gerais - Campus Bambuí e a Universidade do Estado de São Paulo (UNESP), de Rio Claro.

Outras pesquisas

Este foi o 8º artigo publicado, em 2020, em uma revista científica sobre as pesquisas realizadas com vespas. Além deste trabalho, outras pesquisas trazem uma revisão sobre vespas no Cerrado no Brasil e a possibilidade do uso de vespas na alimentação, além do conhecimento popular de ribeirinhos do Rio Paraná sobre abelhas e vespas, trabalho feito em parceria com o Instituto Federal do Paraná - Campus Umuarama.


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