Ir direto para menu de acessibilidade.
Início do conteúdo da página

Expedição ao Norte de Minas

Escrito por José Valmei Bueno | Publicado: Quinta, 07 de Março de 2019, 07h44 | Última atualização em Quinta, 21 de Março de 2019, 09h47 | Acessos: 371
Professor Evando Coelho e estudantes durante preparação para o embarque.
Professor Evando Coelho e estudantes durante preparação para o embarque.

Pesquisadores da Biologia e da Agronomia investigam Parque Nacional das Sempre Vivas

Pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) – Campus Inconfidentes estão realizando um trabalho de investigação científica no Parque Nacional das Sempre Vivas, localizado na Serra do Espinhaço, no norte do estado. Os integrantes da expedição embarcaram na noite de terça-feira, 05, para o local onde realizam a terceira fase da coleta de materiais.

O objetivo é inventariar e mapear as populações de vespas, libélulas, borboletas, diabo-do-córrego (inseto) e opiliões, uma espécie de aracnídeos. “O trabalho é vital para um parque que sofre com queimadas criminosas e pressão para sua redução para exploração predatória das sempre vivas, plantas que listam entre as ameaçadas da flora brasileira”, disse o coordenador da pesquisa, professor Marcos Magalhães, substituído nesta expedição pelo professor Evando Coelho.

Longa viagem

O trabalho começou em outubro de 2018 e deverá ser concluído em abril deste ano. “Viajamos cerca de 800 km de Inconfidentes até o alojamento do Parque, que é de responsabilidade do SISBIO/IBAMA do Governo Federal, que fornece apoio logístico vital ao projeto”, completou Magalhães.

O projeto prevê a realização de quatro expedições, com nove alunos do curso de Licenciatura em Biologia e de Engenharia Agronômica, além de professores. Nas visitas ao campo, os pesquisadores realizam coletas de espécies para serem estudadas. O trabalho de identificações das espécies é feito em parcerias com a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP); Museu Emílio Goeldi de Belém; Universidade Federal do Paraná (UFPR); e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

De acordo com o professor Marcos Magalhães, a fauna catalogada inclui espécies ameaçadas de extinção e, ainda, espécies que podem ser novas para as ciências. “A pesquisa, até agora, nos permitiu catalogar várias espécies de borboletas, mais de 30 espécies de marimbondos, os raros diabos-do-córrego e uma gigantesca diversidade de libélulas, que podem ter espécies novas para a ciências”, completou o professor. Segundo Magalhães, a conservação dessa fauna garante a manutenção de todo o ecossistema de cerrado e campo rupestre do Parque, “assegurando o uso sustentável das Sempre Vivas”, finalizou.

Os resultados finais da pesquisa devem ser apresentados no final de 2019.


Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

registrado em:
Fim do conteúdo da página